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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

2.3 A presença que os ventos sopram

 

“Os ventos que sopram

Sopram belezas

e sopram ausências

é preciso paciência

um pouco de compreensão da tristeza

já é prenúncio de alegrias” (Gabriel Chalita)

 

Sim os ventos trazem prenúncios da sua presença, assim como toda a natureza que nos cerca. Podemos te encontrar em tantos indícios...

 

Os ventos sopram belezas.

Belezas na contemplação das flores, dos frutos que das suas mãos semearam.

Belezas do calor que sua cozinha ainda emana. Entramos e sentimentos sua presença.

Belezas das palavras lembradas nos dizeres dos conselhos e das orientações diante das provações.

 

Os ventos sopram paciências.

Paciências na contagem dos dias de distância e da falta diária que existe e insiste em aparecer.

Paciências para seguir com as pouquidades que sobraram,

Paciências para compreender a sentença da escassez.

 

Os ventos sopram compreensões.

Compreensões do que está posto irreversivelmente.

Compreensões de que fizemos o que conseguimos em cada momento.

Compreensões de que o tempo nos ensina o incompreensível.

 


Os ventos sopram sua presença em detalhes que anunciam que a vida está posta e disto precisamos lembrar.


segunda-feira, 7 de novembro de 2022

2 anos- A maior saudade de todos os tempos

 





Dia 7 de novembro de 2020. A essa hora minha mãe fazia sua passagem.

Saudade de ter mãe. A maior saudade de todos os tempos.           .

A gente fica órfã de mãe e perde o chão. Sinto falta daquele calor que me envolvia mesmo quando ela estava distante. Parecia estar sempre abraçada e toda a vida era mais quente, calorosa, revestida.

Não carecia que ela estivesse perto, sentia o mundo mais bondoso, mais caridoso, mais protetor.

O fato dela existir acomodava meu entorno. Envolvia meu ser e me sentia protegida. Talvez por saber que eu estava em suas orações. Talvez por saber que estava torcendo por mim. Talvez por sua energia boa me afetar, mesmo na lonjura.

O vazio da saudade, da ausência  deixam a gente mais apequenado. O amor materno nos agiganta.

A escassez do colo deixa a gente mais desaforado. O amor materno engrandece nosso respeito.

O desprovimento do lar completo, inteiro, na sua capacidade máxima nos trunca. O amor de mãe mostra nossa inteireza.

A insuficiência é vão que nada pode preencher, é oco que espera recheio.

A gente fica órfã de mãe e perde nossa essência, o argumento principal, visceral.

5.8 - Você nunca caminha realmente sozinho

Li outro dia: “A ciência confirma, você nunca caminha realmente sozinho. As células da sua mãe vivem dentro do seu coração e do seu cérebro ...