Quando perdemos alguém vital à nossa existência acordamos diariamente com uma sensação de falta, vazio. O mundo muda. Nossa visão muda.
Saber que não haverá mais aquele
olhar terno, único; aquela voz cheia de amor; e aquele colo que te esperava a
qualquer hora; aquela segurança invisível é dor avassaladora.
E, a cada dia levantamos incompletos e obrigados a recalcular a rota, seguindo a trajetória e levando a sua presença
em nossa alma e coração.
Recalculando o caminho, embrulhamos
a dor da saudade e levamos conosco o
amor permanecido em nós, que fica vivo numa conexão além vida.
Os amores desencarnados permanecem
em nós, especialmente quando desejamos que fiquem, quando fazemos questão de
lembrar e criar maneiras de reforçar sua importância.
E foi assim, que o neto Felipe leva
no bolso, o lenço da avó Nair, na formatura da irmã, Ana Júlia. Homenagem
terna, amorosa e repleta de simbolismo.
Além de desejar e sentir sua
presença invisível, ter com ele, a sua representação trazendo-a no bolso, coladinha,
como se abraçasse seu corpo, é gesto que
honra a vida da avó.
E assim, aqui, cada um de nós segue
na missão de honrar seu nome, levando adiante o seu legado. Sabemos que o amor
não morre, vira laço.
