quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

5.1- Amor não morre, vira laço.

 


Quando perdemos alguém vital à nossa existência acordamos diariamente com uma sensação de falta, vazio. O mundo muda. Nossa visão muda.

Saber que não haverá mais aquele olhar terno, único; aquela voz cheia de amor; e aquele colo que te esperava a qualquer hora; aquela segurança invisível é dor avassaladora.

E, a cada dia levantamos incompletos e obrigados a recalcular a rota, seguindo a trajetória e levando a sua presença em nossa alma e coração.

Recalculando o caminho, embrulhamos a dor da saudade e levamos  conosco o amor permanecido em nós, que fica vivo numa conexão além vida.

Os amores desencarnados permanecem em nós, especialmente quando desejamos que fiquem, quando fazemos questão de lembrar e criar maneiras de reforçar sua importância.

E foi assim, que o neto Felipe leva no bolso, o lenço da avó Nair, na formatura da irmã, Ana Júlia. Homenagem terna, amorosa e repleta de simbolismo.

Além de desejar e sentir sua presença invisível, ter com ele,  a sua  representação trazendo-a no bolso, coladinha, como se abraçasse  seu corpo, é gesto que honra a vida da avó.

E assim, aqui, cada um de nós segue na missão de honrar seu nome, levando adiante o seu legado. Sabemos que o amor não morre, vira laço.

5.8 - Você nunca caminha realmente sozinho

Li outro dia: “A ciência confirma, você nunca caminha realmente sozinho. As células da sua mãe vivem dentro do seu coração e do seu cérebro ...