“Os ventos que sopram
Sopram belezas
e sopram ausências
é preciso paciência
um pouco de compreensão da tristeza
já é prenúncio de alegrias” (Gabriel Chalita)
Sim os ventos trazem prenúncios da sua presença, assim como toda a natureza que nos cerca. Podemos te encontrar em tantos indícios...
Os ventos sopram belezas.
Belezas na contemplação das flores, dos frutos que das suas mãos semearam.
Belezas do calor que sua cozinha ainda emana. Entramos e sentimentos sua presença.
Belezas das palavras lembradas nos dizeres dos conselhos e das orientações diante das provações.
Os ventos sopram paciências.
Paciências na contagem dos dias de distância e da falta diária que existe e insiste em aparecer.
Paciências para seguir com as pouquidades que sobraram,
Paciências para compreender a sentença da escassez.
Os ventos sopram compreensões.
Compreensões do que está posto irreversivelmente.
Compreensões de que fizemos o que conseguimos em cada momento.
Compreensões de que o tempo nos ensina o incompreensível.
Os ventos sopram sua presença em detalhes que anunciam que a vida está posta e disto precisamos lembrar.
