quinta-feira, 7 de julho de 2022

1.8 Sentindo os efeitos curadores do tempo

 

O tempo é tão voraz e ao mesmo tempo tão cicatrizador.

Quer ver o efeito do tempo é só olhar o que ele faz com uma queimadura ou corte. Pensei nisso outro dia, quando cortava abóboras para fazer um doce para o aniversário da Rapha.  Afoita como sou, me descuidei e lá se foi um pedacinho da minha pele. Imediatamente me lembrei das tantas vezes em que a minha mãe se cortou, se queimou, se acidentou,  cozinhando.

Forte como era, pouco reclama. Ela sabia dos efeitos curadores do tempo.

Nas últimas semanas tivemos duas festas em família e foi impossível não lembrar da minha mãe. Suas comidas, seu tempero, sua presença leve e apaziguadora. Ela estava presente em tudo. Era nossa grande força no preparo das comidas, nas arrumações, nas sugestões, no jeito de nos acalmar e dizer que tudo iria dar certo.

Nossas festas em famílias são momentos de celebração que marcam datas especiais e se tornam comemorações que juntam e celebram o encontro das parentes e amigos. E a alegria do momento é compartilhada entre todos.

Encontrar os familiares e amigos, comer e beber, dançar, relembrar casos e criar novas memórias afetivas é muito prazeroso e fortalece nossas relações.

As memórias afetivas da minha mãe sempre nos acompanharão, pois foram construídas em meio de muito amor, carinho, apoio e palavras fortalecedoras.  E assim ela segue lembrada em cada encontro que criamos.

O tempo? Ah,  ele  é tão cicatrizador, mas não cura a saudade.





5.8 - Você nunca caminha realmente sozinho

Li outro dia: “A ciência confirma, você nunca caminha realmente sozinho. As células da sua mãe vivem dentro do seu coração e do seu cérebro ...