Impossível passar essa semana sem relembrar o que nossa família viveu há um ano atrás.
Há um ano atrás, os noticiários mostravam uma queda nos números da pandemia. Tentamos driblar o vírus e fomos para o nosso Sítio em São Bento do Sapucaí. Só a família, ficamos em nossa casa.
Estámos vivendo a pandemia, suas restrições e respeitando as normas sanitárias, achamos naquele momento que, se nos mativéssemos apenas entre nós, estaríamos resguardados.
Grande engano. Voltamos adoentados e em alguns dias perderíamos a nossa mãe.
A dor grita em nosso peito.
A saudade aperta os nossos corações.
Por mais que tentemos aceitar os desígnios de Deus, a culpa, a tristeza, a raiva, a revolta ainda nos assolam.
No começo medo, muito medo, choro e esperança.
Um pouco depois, mais medo, mais choro que se somaram à fé, orações, união e força.
E por fim, os dias se tornaram terríveis, escuros, doloridos, tristes, amargos, angustiantes, desoladores.
Os dias passam e já somam-se 11 meses. Seguimos, mas o vazio insistente avisa que falta a minha mãe.