Segundo uma lenda japonesa existe
um fio vermelho do destino, no qual todas as pessoas estão amarradas pelo
dedo mindinho.
Esse fio vermelho invisível nos levará à outra
pessoa com quem faremos história, com quem estamos predestinados.
Penso que assim, os filhos se
ligam às suas mães. Numa união indestrutível de sentimentos ficamos ligados
para sempre. Não importa o tempo, o lugar ou a circunstância, o caminho já está
escrito.
O fio vermelho do “para sempre”
liga os filhos às mães até quando elas já se foram deste mundo e vivem lá num
lugar chamado eternidade.
Inquebrável, o fio pode ser
esticado, encolhido, emaranhado, enlaçado chegando até lá pelos pensamentos,
memórias, lembranças, sensações.
Fio vermelho do amor eterno, da ligação profunda, que faz magia no coração
e na mente daqueles para quem o antes, o durante e o depois não se contam com o
tempo cronológico.
Todo dia, meu fio vermelho ligado
com minha mãe, puxa, estica, embaraça, enlaça e nos conecta pelos pensamentos,
memórias, lembranças, e sensações num profundo e significativo encontro.
Neste momento, meu fio vermelho
está brilhando em luzes douradas, fazendo faíscas, num encontro de almas que
não se distanciarão jamais.



