sábado, 8 de março de 2025

4.3 : ...“Por trás de uma grande mulher há sempre GRANDES MULHERES”.

 



 

 

Escrevo este texto hoje dia 8 de março, Dia internacional das mulheres.

E “se for para falar de uma mulher forte, falarei primeiro da minha mãe”: forte, doce, compreensiva, trabalhadora, cuidadosa, amável, educada, resiliente e tantos outros adjetivos.

Pensando em como escrever lembrei de um texto escrito pela minha filha Raphaela em homenagem a sua avó, elaborado há mais de um ano atrás.

E hoje, aqui, vou usar alguns trechos . Ela escreve assim: ...“Por trás de uma grande mulher há sempre GRANDES MULHERES”.

... “Quando olho para trás vejo minha mãe, um MULHERÃO... E é claro que por trás dela quem sempre esteve presente foi o ESTEIO chamado Nair- uma FORTALEZA , que cuidou dos filhos, netos,  marido, vizinhos, amigos, amigos dos amigos, animais, plantas e de tudo ao seu redor.”

... “Cuidou de mim desde meu nascimento, me criou, fazia penteados para eu ir à escola arrumadinha, cozinhava delícias para a família como asinha de frango com arroz e feijão, que amo, e hoje não tem a mesma graça de comer sem serem feitas por ela.”

... “Prefiro olhar para trás e ver a grande NAIR que gerou minha mãe, que me gerou e confirmar: “Por trás de uma grande mulher há sempre GRANDES MULHERES”.

Ah, como fico feliz em ver que a Raphaela se tornou também um MULHERÃO seguindo os princípios herdados por minha mãe, numa corrente que desejo que se perpetue sempre e sempre.

Certamente ela, minha mãe, torce e aplaude todas as nossas conquistas.

4.2- Hoje ainda sou a Natália.

 



Outro dia li uma matéria tocante contando sobre  o luto da  chimpanzé  Natália , residente no  de Valência, na Espanha. Ela deu à luz, mas perdeu seu filhote 14 dias depois.

Natália não se conformou com a perda e carregou o filhote falecido por 3 meses junto a si por três meses.

A equipe do zoológico entendeu e respeitou sua dor, monitorou o caso e ao longo dos dias Natália foi processando a sua perda.

O caso me chamou muita atenção, me emocionou e também me impactou muito.

Fiquei a pensar, sentir e associar o caso com o meu luto, mesmo num papel invertido.  Hoje 4 anos e 2 meses revivi a dor do falecimento da minha mãe através deste acontecimento: a dor que obriga a deixar ir, a resistência ao distanciamento que consome a alma, a busca pela conformação, a luta pelas compensações emocionais diárias.

A conexão emocional precisa de tempo para que o “desligamento” ocorra. Na verdade ele não ocorre, apenas nos acostumamos a viver sem a presença física da pessoa amada.

Seguimos em frente, continuamos nossa rotina, fazemos planos, passeamos, relembramos e  a vida continua. Mesmo com um pedaço nosso faltando.

Ontem eu fui a Natália.

Hoje ainda sou a Natália.

4.1-Estejam nas fotos

 



 

Semana passada recebemos essa foto no grupo da família. Impossível não olhar para esses rostinhos sem sentir a presença da minha mãe sorrindo amorosamente.

Na foto estavam os seus grandes amores, todos reunidos, num tempo em que todos podíamos nos reunir alegrados pelo amor que nos juntava num forte elo.

E veio então a promessa de refazerem a foto... E certamente os primos se esforçarão para isso.

Eles sabem, que um dia serão as fotos que ficarão e que os levarão há um tempo passado, “pedacinhos soltos de felicidade”.

Que estejamos nas fotos! 

O cabelo está bagunçado? Saia na foto!

A roupa não está combinando? Entre na foto!

Está sem maquiagem? E daí?

Está fora do peso? Faça pose assim mesmo!

Nada disso importará quando alguém se for. Relevante será a história por contar daquele momento, afinal as fotos marcam momentos de encantamento, de êxtase, de maravilhamento vividos com os nossos queridos.

Esteja nas fotos! Mostre que se importa. Não corra o risco de ter sua ausência apagada.

5.8 - Você nunca caminha realmente sozinho

Li outro dia: “A ciência confirma, você nunca caminha realmente sozinho. As células da sua mãe vivem dentro do seu coração e do seu cérebro ...