quarta-feira, 10 de agosto de 2022

1.9 Nossa saudade diária

 


A casa da avó Nair foi aconchego para os netos. Era lá que se sentiam cuidados, protegidos, amados.

 Era lá o lugar dos afetos, da comida preparada com amor, onde a cozinha virava ateliê para os netos aprenderem a fazer guloseimas e praticar a culinária.

Era lá lugar da cama aquecida que prolongava o sono quando a mãe,  bem cedo ia trabalhar.

Era lá que a paciência fazia morada nas brincadeiras, músicas e parlendas, maneiras de fazer esquecer a ausência da mãe.

Era lá que  preparava os chás, o leite com chocolate, o mingau, a pipoca, o bolo com recheio que curava as dores de barriga, as tosses, o mal estar quando precisavam faltar da escola.

E hoje a saudade bate e a neta faz bolo lembrando das inúmeras vezes em que ficava esperando para raspar a panela.

O outro a relembra no estouro da pipoca. A outra na entrega do primeiro pedaço do bolo nos aniversários.

A homenagem aparece no campo de futebol, quando  o neto com a mão erguida e o indicador  apontando para o céu, no minuto de silêncio, lhe atribui proteção. E ainda lembra o tapete da sala feito de campo para os cards , traves e bolas de futebol.

E ainda tem o cajado com suas iniciais esculpidas pelo neto para a caminhada na romaria à Pirapora.

E a outra neta relembra seus cuidados e riso constante no rosto, retrato da sua calma e bondade.

Ah! Como esquecer sua presença em nossas vidas. Impossível. É sim, nossa saudade diária.

 

5.8 - Você nunca caminha realmente sozinho

Li outro dia: “A ciência confirma, você nunca caminha realmente sozinho. As células da sua mãe vivem dentro do seu coração e do seu cérebro ...