segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Aniversário- 77 anos

 


No seu aniversário,

Eu louvo essa data querida,

Eu agradeço a vida,

Eu canto a história,

Eu relembro as memórias,

Eu visito sua bondade,

Eu choro minha orfandade,

Eu  desejo firme na mente

Eu busco sua presença quente,

Tenho certo que sua chama

Esteja irradiando,

Esteja reenviando,

Luz a quem te ama.

 

 

domingo, 8 de janeiro de 2023

2.2- Renascer





 

Certa vez, minha mãe estava mexendo no meu jardim. Ela sempre fazia isso. Chegava em casa e quando eu via lá estava ela podando, carpindo, plantando, replantando,  fazendo mudas...

Fui até ela e ficamos conversando. Olhei um canto perto da churrasqueira e falei: “Eu queria uma planta que subisse por essa parede e refrescasse o telhado”.

Dias depois ela arranjou uma muda e  plantou uma folhagem.

Passaram-se anos e e a planta subiu pela parede e passou a refrescar o telhado do jeito que eu pedi. Ela cresceu, vigorosa, ramificada, espalhou seus cipós, refrescou e embelezou o espaço.

Subiu em direção ao sol, apoiando-se na parede e no telhado, procurando luminosidade, entrelaçando suas hastes e adaptando-se anatomicamente ao que encontrava como apoio.

Cresceu tanto que dias atrás tivemos que fazer uma poda, pois os galhos se enroscaram  fortemente  também pelos fios da TV e internet e levantou  telhas.  Precisou de uma poda drástica. Eu fiquei triste, mas não tinha escapatória.

Perguntei ao Felipe que estava podando “Será que ela vai brotar?”. E ele não me deu certeza.

O caule ficou lá e demorei para olhar para ele de novo. Certo dia, para minha alegria vi um galho já com uns 20cm e vários outros apontando rentes ao caule. Pensei alegremente no renascimento, na forma como as coisas se recompõem, na luta pela vida e na lição que aquela trepadeira estava me dando.

Ao renascer  tornou a  aparecer, ressurgindo e germinando novamente. Uma planta-ensinante, professora em sua essência.

Comparando com a trajetória da minha mãe,  pensei que esse era mais um exemplo que ela me deixara. Uma conversa  que conseguiu atravessar dimensões.

5.8 - Você nunca caminha realmente sozinho

Li outro dia: “A ciência confirma, você nunca caminha realmente sozinho. As células da sua mãe vivem dentro do seu coração e do seu cérebro ...