“Lutar contra o luto
é tarefa insana.
A compreensão da dor
é escola ensinadora da condição humana.
Vivemos de aprender a
chorar as despedidas e, no tempo certo, a soprar a gratidão. (Chalita)
Sexta-feira santa. Dia sagrado. Doído. Sentir a perda do nosso grande pai. Foi o que minha mãe ensinou.
Dia santo. Santificador. Augusto.
Jejum.
Nada de trabalho.
Devoção.
E hoje lamento o dia que passa chuvoso e escuro aniversariando também a partida da minha mãe.
O ontem fica agarrado em mim, ecoando sua lembrança pacífica e amorosa.
O ontem grudado me lembra sua presença leve e insubstituível.
Chorando a despedida, percebo sua falta e espaço vazio por nada preenchido, que me faz diferente do que antes eu era.
Procuro soprar a gratidão dos feitos imensuráveis em mim, nos meus.
Procuro soprar esperança dos efeitos em mim, n
os meus.
De certo o tempo avisará que a hora de largar a dor, breve chegará.
