Dia
7 de novembro de 2020. A essa hora minha mãe fazia sua passagem.
Saudade de ter mãe. A maior saudade
de todos os tempos. .
A
gente fica órfã de mãe e perde o chão. Sinto falta daquele calor que me
envolvia mesmo quando ela estava distante. Parecia estar sempre abraçada e toda
a vida era mais quente, calorosa, revestida.
Não
carecia que ela estivesse perto, sentia o mundo mais bondoso, mais caridoso, mais
protetor.
O
fato dela existir acomodava meu entorno. Envolvia meu ser e me sentia
protegida. Talvez por saber que eu estava em suas orações. Talvez por saber que
estava torcendo por mim. Talvez por sua energia boa me afetar, mesmo na
lonjura.
O
vazio da saudade, da ausência deixam a
gente mais apequenado. O amor materno nos agiganta.
A escassez do colo deixa a gente mais desaforado.
O amor materno engrandece nosso respeito.
O
desprovimento do lar completo, inteiro, na sua capacidade máxima nos trunca. O
amor de mãe mostra nossa inteireza.
A
insuficiência é vão que nada pode preencher, é oco que espera recheio.
A
gente fica órfã de mãe e perde nossa essência, o argumento principal, visceral.
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