segunda-feira, 7 de novembro de 2022

2 anos- A maior saudade de todos os tempos

 





Dia 7 de novembro de 2020. A essa hora minha mãe fazia sua passagem.

Saudade de ter mãe. A maior saudade de todos os tempos.           .

A gente fica órfã de mãe e perde o chão. Sinto falta daquele calor que me envolvia mesmo quando ela estava distante. Parecia estar sempre abraçada e toda a vida era mais quente, calorosa, revestida.

Não carecia que ela estivesse perto, sentia o mundo mais bondoso, mais caridoso, mais protetor.

O fato dela existir acomodava meu entorno. Envolvia meu ser e me sentia protegida. Talvez por saber que eu estava em suas orações. Talvez por saber que estava torcendo por mim. Talvez por sua energia boa me afetar, mesmo na lonjura.

O vazio da saudade, da ausência  deixam a gente mais apequenado. O amor materno nos agiganta.

A escassez do colo deixa a gente mais desaforado. O amor materno engrandece nosso respeito.

O desprovimento do lar completo, inteiro, na sua capacidade máxima nos trunca. O amor de mãe mostra nossa inteireza.

A insuficiência é vão que nada pode preencher, é oco que espera recheio.

A gente fica órfã de mãe e perde nossa essência, o argumento principal, visceral.

5.8 - Você nunca caminha realmente sozinho

Li outro dia: “A ciência confirma, você nunca caminha realmente sozinho. As células da sua mãe vivem dentro do seu coração e do seu cérebro ...