3.9- Minha herança
“...Tempo que não volta
O vô e a vó conversando e nós correndo em volta
Ficar até tarde acordado escutando história
Daria todo o meu dinheiro pra ter isso agora
Coisas que vivem pra sempre na minha lembrança
Essa é a minha herança...”
Trazendo aqui hoje um trecho da música “Herança” da Ana
Castela que mexe com meu coração imensamente, e não sou capaz de ouvir sem
chorar de saudade, de desejo de voltar no tempo.
A música sempre foi um canal de comunicação potente que nos
leva e traz para onde o coração e a mente estão.
Nessa balada nostálgica e melancólica revivo momentos
significativos da minha história passada e também recente.
Ah a nostalgia!
Esse sentimento que faz com que lembremos dos momentos vividos e fiquemos
desejos do seu regresso, mas com uma visão idealizada, pois não pode se
realizar fisicamente.
A nostalgia nos traz sensação boa, que também vem
acompanhada da tristeza daquilo não pode se repetir novamente.
Ah tempo que não volta!
Tempo que encapsula o vivido intensamente envolvendo as
recordações em fios de ouro.
Tempo que permite escavações profundas, deliciosamente
memoráveis.
Esse apego ao passado que revive coisas boas muitas vezes
nos faz desejosos de querer ficar por lá, sem voltar ao agora. Mas em curto
tempo, voltamos para a realidade presente e temos que seguir apenas com as
memórias.
Heranças valiosas que nada suprime, ninguém se apossa, nem se
pode emprestar, e que sabiamente nos mantém em prumo e sustentam nossa
vitalidade.
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