Com quem mais minha filha
aprenderia a fazer biscoito de polvilho na folha da bananeira?
Honrar quem partiu vivendo o que
ficou é uma forma de falar da vida que
segue, mesmo quando a saudade ainda pulsa latente.
Por isso, tento fazer das
lembranças um lugar que conta do vivido, do amado, do admirado, do que me
moldou; sem querer apagar a memória que me traz aqui, hoje.
Por isso escrevo, conto e retrato
em palavras, o vazio de um lugar que
nada, nem ninguém consegue ocupar.
Dou licença para a saudade se
achegar no café sem a sua companhia, na receita que tento refazer, na roupa que
lembra dos dias festivos, na xícara que me foi dada de presente, nas fotos
saudosas.
E nas lembranças, sem dúvida
nenhuma, vem a gratidão por todo cuidado
com a nossa família, sem deixar de citar todo empenho na criação da minha
Raphaela e a grandeza da sua
representação para ela.
Detalhes tão sutis, companhia tão
profunda, toques repletos de
significância, ensinamentos especialmente genuínos.
E então repito a pergunta
inicial:
Com quem mais minha filha
aprenderia a fazer biscoito de polvilho na folha da bananeira?
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