sábado, 8 de novembro de 2025

4.11 Ensinamentos genuínos

 


Com quem mais minha filha aprenderia a fazer biscoito de polvilho na folha da bananeira?

Honrar quem partiu vivendo o que ficou é uma forma de  falar da vida que segue, mesmo quando a saudade ainda pulsa latente.

Por isso, tento fazer das lembranças um lugar que conta do vivido, do amado, do admirado, do que me moldou; sem querer apagar a memória que me traz aqui, hoje.

Por isso escrevo, conto e retrato em palavras,  o vazio de um lugar que nada, nem ninguém consegue ocupar.

Dou licença para a saudade se achegar no café sem a sua companhia, na receita que tento refazer, na roupa que lembra dos dias festivos,  na xícara  que me foi dada de presente, nas fotos saudosas.

E nas lembranças, sem dúvida nenhuma, vem  a gratidão por todo cuidado com a nossa família, sem deixar de citar todo empenho na criação da minha Raphaela e a grandeza da sua  representação para ela.

Detalhes tão sutis, companhia tão profunda, toques  repletos de significância, ensinamentos especialmente genuínos.

E então repito a pergunta inicial:

Com quem mais minha filha aprenderia a fazer biscoito de polvilho na folha da bananeira?

 

 

 

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