segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

 


Ah! O Natal! Que época mágica!

De tudo o que envolve o Natal: presentes, árvores enfeitadas, confraternizações, encontros familiares, luzes, comidas e bebidas sobre a  mesa farta, a montagem do presépio é para mim um momento muito significativo e especial. Em casa, não tem como  montar a árvore, sem fazer o presépio.

Uma tradição que vem passando na família e que espero que permaneça por muito tempo.

Antigamente montar o presépio era algo grande. Lembro que o trabalho de  montar o cenário do nascimento do menino Jesus, na casa das minhas avós, exigia tempo e engenharia. Primeiro montava-se num canto da casa um tripé de madeira, a um metro do chão ou mais. Depois sobre a madeira  colocava-se areia, musgos, “barba de pau”, grama e ramos de cedro e cipreste. Esses últimos  perfumavam a casa por dias. Só depois de tudo isso colocado era hora de acomodar os personagens. Além da sagrada família, dos animais, dos reis magos, muitas outras figuras eram colocadas no presépio, criando uma cena interessante e cheia de detalhes especiais.

Hoje os presépios nas casas diminuíram de tamanho e de frequência.

Minha mãe cultivou a montagem do presépio e me ensinou a me encantar com ele. Hoje tento emocionar minha filha e manter o ritual em casa.

Contava ela que,  só deveríamos pôr o menino  Jesus no presépio à meia noite do dia 24 de dezembro. E ficávamos esperando por isso. Nem sempre tínhamos presentes, mas nos contentávamos com o frango assado recheado com farofa. Ah e era tão bom!

O meu presépio é bem singelo e montado sobre um aparador. As peças foram presentes da minha mãe quando mudei para a minha casa e passei a fazer o MEU presépio.

Primeiro Natal sem a minha mãe. Seu presépio já foi montado pelas netas, que conservaram seu jeito de dispor cada peça. O meu presépio, estou arranjando forças para montar... Amanhã eu monto..

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