domingo, 6 de dezembro de 2020

É de casa

 



A casa da minha mãe sempre foi um lugar de aconchego pra mim. Estar lá é como se me sentisse criança novamente, embalada e protegida do mundo.

Dois objetos na casa da minha mãe par mim simbolizam a força e a determinação da D. Nair.

Comprados de “segunda mão” a aquisição não foi menos valorosa do que se comprado na loja.

O primeiro objeto é sua máquina de costura. Muito suor derramado para que ela pudesse comprá-la. Lembro que ela demorou muito para poder ter a sua e antes precisava emprestar para  fazer suas costuras.

Quantas memórias da minha mãe costurando!

Costurar para minha mãe era um trabalho e uma distração. Ali envolvida, colocava seu pensamento e era feliz com seus tecidos.

Costura para mim simboliza criar, inventar, renovar, juntar, grudar, emendar. Verbos importantes e que trago comigo procurando empregá-los na minha vida em situação diversas.

O segundo objeto é a sua cristaleira.

Lembro da cristaleira chegando em casa, da satisfação da minha mãe e do quanto nossa sala ficou embelezada.

Na cristaleira guardava seus mais queridos e estimados objetos. Aquele móvel envidraçado, expunha seus jogos de café, doceiras, souvenirs e outras louças.

A cristaleira da sala remete à cuidado, zelo, capricho, valorização daquilo que apreciamos.

Trago comigo as lições e marcas afetivas de tudo o que essas duas peças da casa da minha mãe  representam para mim.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

5.8 - Você nunca caminha realmente sozinho

Li outro dia: “A ciência confirma, você nunca caminha realmente sozinho. As células da sua mãe vivem dentro do seu coração e do seu cérebro ...