sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

 


De mãe para mãe

Uma das grandes demonstrações de amor da minha mãe a mim, veio durante a minha gravidez, aos 32 anos. Eu ainda morava na casa dos meus pais e fui mãe solteira.

Ela pouco falava, mas sabia que era um período  em que minhas emoções transitavam entre a alegria da maternidade e o medo e a tristeza de atravessar esse período “sozinha”.

Foi um período em que que cuidou muito de mim. Esteve todos os dias ao meu lado, me enchendo de amor e cuidados

Quando saí da maternidade, ela me aguardava na recepção alegre e sorridente para irmos para casa.

Naquele ano (2000) , o frio foi intenso no mês de junho e julho. Raphaela deu bastante trabalho nos primeiros três meses, chorava muito e eu amedrontada e exausta sempre pude contar com minha mãe, que mudou-se para o nosso quarto.

À noite revezávamos para dormir, acordando cansadas a cada novo dia.

Certa vez me confessou que mesmo parindo 5 filhos, e experiente que era, em nenhum dos seus partos tinha vivido experiência tão cansativa.

Aos poucos, Raphaela foi tratada de refluxo e passou a ter sono regular, permitindo que descansássemos e tivéssemos também nossa rotina de descanso normalizada.

Toda gratidão do mundo não é capaz de “pagar” a gigantesca dedicação da minha mãe. Naquela época o que achei oportuno fazer foi convidar meus pais para serem os padrinhos de batismo da Raphaela. Para sempre os papéis de avó e madrinha estarão entrelaçados em nossa eterna gratidão.

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