De mãe para mãe
Uma das grandes demonstrações de amor da minha mãe a mim,
veio durante a minha gravidez, aos 32 anos. Eu ainda morava na casa dos meus
pais e fui mãe solteira.
Ela pouco falava, mas sabia que era um período em que minhas emoções transitavam entre a
alegria da maternidade e o medo e a tristeza de atravessar esse período
“sozinha”.
Foi um período em que que cuidou muito de mim. Esteve todos
os dias ao meu lado, me enchendo de amor e cuidados
Quando saí da maternidade, ela me aguardava na recepção
alegre e sorridente para irmos para casa.
Naquele ano (2000) , o frio foi intenso no mês de junho e
julho. Raphaela deu bastante trabalho nos primeiros três meses, chorava muito e
eu amedrontada e exausta sempre pude contar com minha mãe, que mudou-se para o
nosso quarto.
À noite revezávamos para dormir, acordando cansadas a cada
novo dia.
Certa vez me confessou que mesmo parindo 5 filhos, e
experiente que era, em nenhum dos seus partos tinha vivido experiência tão
cansativa.
Aos poucos, Raphaela foi tratada de refluxo e passou a ter
sono regular, permitindo que descansássemos e tivéssemos também nossa rotina de
descanso normalizada.
Toda gratidão do mundo não é capaz de “pagar” a gigantesca dedicação
da minha mãe. Naquela época o que achei oportuno fazer foi convidar meus pais
para serem os padrinhos de batismo da Raphaela. Para sempre os papéis de avó e
madrinha estarão entrelaçados em nossa eterna gratidão.

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