domingo, 6 de dezembro de 2020

 


Sem a “campainha”

Nada tira mais o sono de uma mãe como a doença nos seus filhos. Meu irmão Dene desde que nasceu pregou muitas peças em seus pais.

Meu pai conta que sempre foi grato à minha tia Maria por ter varado a noite com ele e minha mãe, cruzando a pé 18 quilômetros até a cidade mais próxima,  levando meu irmão Dene adoecido até o hospital.

Sem recursos, só restava a fé e a coragem para desbravar passo a passo a longa caminhada.

Meus pais também contam da gratidão à Tia  Lica que também os conduzia até um hospital em Campinas para tratar esse mesmo irmão de um problema na garganta. Dene nascera sem a “campainha”. “Campainha, goela ou sininho” são nomes populares àquele apêndice situado na parte posterior da boca, chamado pelos médicos de úvula.

Segundo o Google, a  “campainha” serve de alarme de que quanto algo ao passar pela garganta é preciso fechar as vias respiratórias para que não entre nada na cavidade nasal, nem na traqueia.

Sem a “campainha” tudo o meu irmão comia ou bebia  regurgitava pelo nariz. A fala também ficava um pouco prejudicada.

Dá pra imaginar quantos sustos minha mãe passou com essa situação.

Foram longas viagens até meu irmão passar pela cirurgia. Depois um bom período de recuperação, curado com remédios, amor  e muito carinho.

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