3.4 "Saudade? Deve ser um sopro de amor querendo beijar o tempo." (Dan Céza)
Quarta-feira, dia 6 de março, Rapha estava na rodoviária e me manda a foto de uma senhorinha muito linda, que era muito parecida com minha mãe, sua vó Nair.
Bati o olho na foto e realmente era muito semelhante. O jeito de se vestir, de pendurar a bolsa, o comprimento e o jeito de prender o cabelo, o óculos, a altura. Muito parecida.
Na hora, foi um susto. Um susto bom! Parecia estar revendo minha mãe ali, viva, esperando o ônibus para voltar para casa.
Perguntei: Deu vontade de abraçar?
Ela respondeu: Muita!
Que saudade! Que vontade de abraçar!
Cecilia Sfalsin escreve que “Dá-se o nome de saudade a tudo que fica abraçado em nós pela alma.”
E vejo que o tempo todo estamos procurando coincidências, simbolismos, intuições que nos aproximem dela.
Talvez seja de fato o universo nos trazendo experiências de ligação.
Então, embriagados de amor e saudade sentimos sua falta, temos vontade de rever, de tocar...
Então, embriagados de amor e saudade enxergamos conexões em pequenos acontecimentos...
Então, embriagados de amor e saudade temos que seguir como Rapha me respondeu neste dia: “ Se estamos aqui é porque não terminamos nossa missão neste plano. Então vamos continuar a nadar”
E então... Seguimos saudosos.

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